quarta-feira, 2 de abril de 2014


Talvez sim, talvez não

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Confesso que é interessante esse lance de se apaixonar, gosto dessa fase da conquista onde você sempre joga escondendo alguma carta. Não a nada melhor que sorrir ao lembrar da pessoa, ao pronunciar seu nome , ao receber um sms mas, não é qualquer pessoa, é aquela pessoa.

Depois de tantos desencontros, me encontrei cantando para os pássaros, sorrindo para o vento, sorrindo de qualquer coisa, mesmo que não tivesse graça eu ainda conseguia rir. Era os primeiros sintomas e poucos dias depois eu já estava completamente doente, completamente apaixonada. Sabe, esse contentamento todos deveriam sentir só pelo fato de você estar sempre bem.

Tudo começou na minha primeira viagem a São Paulo, num dia qualquer, numa rua qualquer com algum qualquer... E depois de tanta ”qualquerisse” conheci um garoto, paulista de raiz.  Sem educação, passou na minha frente na hora de pagar a conta na padaria – Que absurdo!- assim como alguns do Sul tem seu julgamento com os nordestinos, eu também tive o meu com aquele paulista, arretada contestei e ele dobrando o rrr mais que tudo me olhou e sorriu.
 –Seu sotaque é lindo, sua voz é linda. Desculpa, pode pagar primeiro.

A minha impressão a primeira vista sobre você não foi nada boa, te achei idiota, mal educado, cara de pau e metido, com camisa da Burberry, corrente de ouro e com o som do carro ligado no ultimo volume? Desculpa, te achei um playbozinho mimado, não sei o que foi, só sei que não queria te vê mais. Engraçado isso né?

Qual é a probabilidade de você encontrar com o mesmo desconhecido na “pequena” cidade de São Paulo? Se não foi os deuses quem mais seria? O destino! Você me irritava sem motivos e isso talvez fosse amor, talvez sim, talvez não. Então depois de muita insistência você me convenceu, saímos e descobri o cara magnifico que tem em você.

Depois de algum tempo você falava o meu “oxente” e eu “orra meu”, cada dia que passava mais parte da minha rotina você se tornava. Em um dia que o tempo estava tão instável quanto meu humor em dias de TPM, pegamos uma chuva na pracinha, que fica em frente ao hotel que eu estava hospedada, lembro disso como se fosse ontem, porque foi nesse dia que você parou de me chamar pelo meu nome e disse “amorrr” assim, com todos esses rrr.

E naturalmente foi acontecendo... Quando dei por mim eu já sabia da sua rotina, das suas reclamações do seu gerente, do final de semana com seus primos, do seu irmão que ía ser papai, da sua felicidade em ter comprado uma moto, do seu machucado, consequência do seu hobbie (andar de skate). Sabia demais para quem estava só de passagem.

Como diz a letra da música da banda Móveis Coloniais de Acajú, “a gente se deu tão bem que o tempo sentiu inveja”, se pudéssemos, faríamos o tempo engatinhar, eu tinha encontrado alguém que ria do meu estresse, ria quando eu ficava brava, eu tinha encontrado alguém que me fazia encontrar graça nesse cotidiano artificial e isso talvez fosse ...Talvez não.

 Quando comprei minha passagem de volta, ele quase soltou um “eu te amo” mas, preferiu dizer “fica?” Que para mim, significou a mesma coisa. Sorri e disse a gente ainda vai se encontrar oxente, nos abraçamos, ele sorriu e repetiu:

–Oxente                                                                                                                                                  




12 comentários:

Marijleite disse...

Que lindo texto! Gostei muito.
Essa fase do começo, do que pode ser ou talvez não, é muito boa mesmo.

petalasdeliberdade.blogspot.com

Lauri Brandão disse...

Seu texto me tocou muito.
Me lembrou a história de Andrew e Camryn (Entre o Agora e o Nunca). :)
Se apaixonar é sempre tão bom, mas encontrar a pessoa certa tudo fica ainda melhor.
Resenha #138 - Azul da Cor do Mar – Marina Carvalho.
Confere lá!
Manuscrito de Cabeceira
Bjs.

TOM MORAIS disse...

Qual de nós nunca ficamos doentes de amor? Lindo demais o texto.
cronicasdeumlunatico.blogspot.com

Stephanie disse...

Que texto lindo!!! Tão tocante que me deixei levar :)
Beijos, Té
www.bloglola.com.br

Ariadne Veloso disse...

Nooooossa, que texto lindo, doce!
Fiquei lendo e imaginando todas as cenas, um sorriso de canto a canto. Uma nostalgia que você proporcionou bonita de se ver.
E ahhh! Que bom gosto, Movéis Coloniais de Acaju, é muito amor.
Parabéns, Beijos :*
ariadneveloso.blogspot.com.br

Thayse Stein disse...

Que bonitinho o texto! Gostei <3


Beijos
Brilho de Aluguel

Re_becah disse...

Tb adoro esta fase! pena que acaba hehe

Muito obrigada por comentar no meu blog!
Sempre que atualizar me deixe um recado no meu blog! Vamos estar sempre em contato?
Me segue nessas redes sociais e me manda uma mensagem por lá que te sigo e todas elas:
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Beeeijooos da Reh,

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Carla Wolf disse...

Eu amo a fase da conquista haha E nunca tinha pensado no preconceito com nós paulista, acredita? haha Gostei muito do texto!

vestindo-ideias.blogspot.com.br

Suzana disse...

Que perfeito... poxa... Tão realidade cruel rs

Aline Teles disse...

Que texto mais lindo. Fiquei até imaginando a cena. Ah! Essa conquista é tão gostosa. Sensação boa de estar se apaixonando. Beijos.

Barbie Californiana disse...

Que texto perfeito! Essa é mesmo a melhor fase do amor. :)
beijinhos

Gabrielly Rosa disse...

Que lindo, chorei.

Beijos, G.R ♥
http://gabriellyrosa.blogspot.com

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