sexta-feira, 27 de abril de 2012


Tudo, menos o pra todo sempre

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O sorriso a brincar‑lhe nos lábios. Era você, como um anjo me fazia esquecer-se do chão, me entrelaçava nos seus braços. Dizia-me mentiras que soavam como lindas poesias. Você fazia querer-te bem, enquanto me dizia que queria ficar comigo além do infinito, enquanto dizia que eu era sua cinderela e que a meia noite tudo ia ficar bem. 

Numa enxurrada vieram as desventuras. O vestido começou a rasgar dos lados, o sapato apertar, encher de areia assim como meus sonhos. O amor que você jurava me dar era falso assim como você sempre foi. Cadê as juras de amor eterno? O pra todo sempre não era pra ser pra sempre? Então me diga: porque acabou? - Porque nunca existiu. 

Garanto-te que alguns invernos solitários me fizeram insensível, você me tinha em suas mãos, mas me deixou escapar, fui escapando até cair. Eu peço para que não venha com suas desculpas nem com flores, elas me causam náuseas. 

Por qual motivo você me quer de volta? Para me deixar cair novamente? Não, não sou a mesma de antes, essa dor nunca mais sentirei. Eu amei você como um fogo-vermelho, agora eu faço questão de vomitar todo esse amor, que por vezes me fez engasgar entre lágrimas. 

Espero que nunca mais nenhuma mulher caía nos seus poemas decorados. E que elas descubram o feiticeiro que você é antes de seus sonhos virarem abóbora. 





Esse texto foi publicado em um blog , quem quiser conferir acesse Nossas Poesias NossasNa foto Blair Waldorf e Chuck Bass, de Gossip Girl, em  uma das  minha cenas favoritas
Confiram: 


8 comentários:

Sabrina (Sendo Diferente) disse...

Adorei o texto, parabéns você tem muito talento <3


Beijos,
Sabrina
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Ideia Substancial disse...

Muito bom, lembrei de uma pessoa quando li... Bjoooooooo

Rennata Ferreira disse...

aa adorei o texto linda.
eu tbm lembrei de uma pessoa quando li :D
http://cabanafeminina.blogspot.com.br/

Enrique Coimbra disse...

AMO seus textos! E eu sou tão de opostos, como a Calcanhotto... mas heim, eu curto esse rosinha com vermelho respigado de seus pequenos romances. Um clichê muito bem trabalho, o normal muito bem desenvolvido. Adorei mesmo.

Sobre o texto "Yakisoba" lá no "Alienrique", olha, teu texto realmente complementa. É bem essa, a linha.

E eu li sim! Como eu disse ali em cima, AMO os textos que li. Só posso imaginar coisas cada vez melhores, claro. E não é puxação de saco.

Isabela disse...

Amei o texto!

Delírios de Garota

Pérola Albuquerque disse...

Gostei muito do seu texto apesar do final não ser tão bonito assim...
http://primeirapessoa-dosingular.blogspot.com.br/

Gabriela Orlandin disse...

Adorei o modo como você escreve e como juntou a época da tristeza, da solidão com uma Cinderela caída, onde não lhe servem mais os vestidos. Muito, muito bom! Parabéns.

Jél disse...

Nossa que lindo.
Gostei do texto, principalmente da parte em que ela fala que agora vomita o amor que antes tanto a engasgava.
Bjooo

Jél

mydiarybyjessi.blogspot.com

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